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Informativo Herbalife


DISCUSSÃO

Postado em 05/07/13 : 08:07:13

DISCUSSÃOO grupo de amostra recrutado para o estudo era suficientemente representativo da população de adultos com suave amoderado excesso de peso, em termos demográficos e dados individuais antes do início do tratamento. Muito importante,todos eram pessoas saudáveis e seu excesso de peso não representava um problema de saúde em si, embora constituísse umfator de risco para o futuro. Conseqüentemente, os participantes podem ser considerados para representar a população alvodo estudo, e servem como grupo representativo das pessoas entre a população para os quais o excesso de peso ou obesidadeé uma inquietação mas não representa uma entidade clínica, e, portanto, tem maior probabilidade de ficar expostos à automedicação inadequada. Uma das primeiras observações interessantes resultou da avaliação de complacência com a dieta. Embora para os dois grupostivesse sido prescrita aproximadamente a mesma quantidade de calorias da mesma origem, a complacência observada com adieta prescrita diminuiu progressivamente no grupo de controle, enquanto permanecia aproximadamente estável no grupo deteste. Na realidade, na segunda metade do período de observação, a complacência com a dieta foi observadasignificativamente com maior freqüência no grupo de teste do que no grupo de controle (gráfico 1), mesmo após a inclusão como não complacentes dos indivíduos que abandonaram o grupo de teste. As pessoas que fizeram a dieta com o auxílio dointegrador alimentar cooperaram com a dieta por um período aproximadamente 50% maior do que os do grupo de controle (p =0,057). Como uma proporção do período real de observação (CCDCD), a diferença foi estatisticamente significante (p = 0,047). Portanto, a primeira conclusão que pode ser tirada deste estudo é que o uso do integrador alimentar selecionado, tomado nadosagem prescrita, facilita significativamente a persistência com a dieta, em comparação com aqueles que se submetem a umadieta de baixas calorias sem o integrador. Em primeira instância, a maior complacência pode ser atribuída a um maiorcomprometimento das pessoas do grupo de teste, e isto poderia ser considerado como explicação para todos os outrosresultados. No entanto, dois elementos contradizem esta conclusão. Primeiro, não há razão para se esperar que as pessoas dogrupo de teste estivessem mais fortemente comprometidos com o tratamento. Eles tinham que ingerir as formulações dointegrador e menos comida ‘normal’ que os do grupo de controle, e por isso tinham que seguir um programa mais complexo emais difícil. Além disso, as desistências durante o período de teste ocorreram justamente neste grupo, indicando que seu comprometimento não pode ser considerado maior do que dos outros. Segundo, embora seja verdade que a extensão dasdiferenças observadas fosse maior que a maior diferença de complacência, a proporção de mudança foi maior entre os gruposquando a complacência foi comparável, e as diferenças nos parâmetros bioquímicos ocorreu quando a complacência estavasobreposta. Desta forma, embora estes elementos possam certamente ter desempenhado um papel importante, os resultados observados não podem ser explicados sobre os fundamentos de uma possível diferença de comprometimento e sobre adiferença de complacência. Com o passar do tempo, as variáveis das medições físicas indicaram que as pessoas do grupo de teste tiveram maior e/oumais rápida perda de peso que as pessoas do grupo de controle. Isso permitiu uma tendência mais rápida para a normalizaçãodo índice de massa corporal, e uma aproximação mais rápida do peso ideal calculado pelas características físicas individuais. A maior perda de peso está evidente no gráfico 2, que compara a mudança de peso por tempo de tratamento e a evolução damudança de peso entre os dois grupos. Nos dois casos, a diferença foi clinicamente relevante e estatisticamente significativa (p = 0,001 e p = 0,006, respectivamente) e altamente prognosticável por extrapolação para a população em geral. As análises da proporção de perda de peso por tempo, levando em conta os efeitos de sexo e idade, revelaram-se como asmelhores fontes de estimativa de perda de peso (+ sem): 41,9 + 8,3 g/dia no grupo de controle e 60,2 + 12,0 no grupo de teste.Portanto, as pessoas do grupo de teste apresentaram uma proporção de perda de peso aproximadamente 44% mais rápidaque as do grupo de controle. No entanto, esta proporção de perda de peso - aproximadamente 0,5 Kg por semana - estádentro da faixa fisiologicamente correta e segura. Isoladamente, porém, esta evidência não seria de grande relevância clínica a não ser que acompanhada por uma tendênciaigualmente significativa e relevante em direção ao peso ideal objetivado. Realmente, como indica o gráfico 3, tanto asmudanças no índice de massa corporal (BMI) como na proporção do peso atual para o peso calculado como ideal foramalcançados mais rapidamente pelo grupo de teste. Nos dois casos, a diferença das mudanças com o período foramestatisticamente significantes (p = 0,020 e p = 0,001, respectivamente) e tem uma força estatística notável. Até agora não foiclaramente identificado se estas perdas de peso foram obtidas com perda de massa muscular como normalmente acontece namaioria dos programas de controle de peso, ou se devido a perda do tecido adiposo desejado. Embora o estudo não forneçaevidências diretas, algumas informações podem ser tiradas dos dados medidos e calculados. Realmente, dentre as mediçõesfeitas, algumas são mais influenciadas pela presença de tecido adiposo (por exemplo, espessura da dobra tricipital ecircunferência da cintura) e outras são menos influenciadas pelo tecido adiposo por causa da limitação das estruturas ósseas(exemplo, circunferência do quadril). As pessoas do grupo de teste tiveram uma redução apreciavelmente maior na circunferência da cintura que as do grupo decontrole, aproximando-se da significância estatística (p = 0,071), ao passo que não foi observada diferença apreciável namudança da circunferência dos quadris (gráfico 4). Em contraste, a espessura da dobra tricipital (gráfico 5) decresceu numa proporção significantemente mais lenta no grupo deteste (p = 0,006), principalmente nos dois primeiros meses de observação. Infelizmente, esta descoberta é afetada pelapadronização relativamente pobre da medição em si. Com base nas informações colhidas, a questão sobre se a dieta de baixa caloria combinada com o integrador facilita aeliminação de tecido adiposo em preferência ao tecido muscular - ou vice versa - permanece controversa. Os dados sobre as

medições da cintura e do quadril sustentam um efeito maior sobre o tecido adiposo; os dados sobre a medição da dobratricipital, porém, sustentam a hipótese oposta. As análises dos resultados de laboratório, com a diferença significante do perfilde creatinina nos dois grupos de tratamento também sustentam um menor efeito da dieta suplementada sobre a perda demassa muscular, visto que a tendência de valores menores foi observada no grupo de teste comparada com uma tendência devalores mais altos no grupo de controle (gráfico 5); a diferença foi estatisticamente significante. Uma resposta definitiva para esta questão pode ser obtida em testes futuros, investigando a mudança na proporção de massa não gordurosa em relação àmassa total do corpo sobre o tempo. Junto com o aumento de eficácia da dieta de baixas calorias suplementada pelo integrador, também foram confirmados efeitosbenéficos - esperados desde o início - sobre o perfil bioquímico das pessoas do grupo de teste. É sabido que as dietas debaixas calorias podem estar associadas com anormalidades na química clínica, principalmente no período inicial e maisrestritivo da dieta. Estes eventos ocorreram nos grupos estudados. Na verdade, a proporção de anormalidades na químicaclínica foi significantemente baixa nas pessoas do grupo de teste na primeira consulta mensal comparada com as pessoas dogrupo de controle (p = 0,006; gráfico 6). Além disso, o integrador alimentar testado pareceu evitar efetivamente a ocorrência de mudanças em triglicerídeos, α2-globulinas e VLDL como ocorreu no grupo de controle após um e três meses (gráfico 7). Contudo, a quantidade limitada depessoas do grupo testado não permitiu que isso fosse um resultado estatisticamente significante - e clinicamente relevante -para ser atribuído definitivamente ao uso do integrador. Ainda existe a necessidade de investigações futuras em gruposmaiores, para determinar se as mudanças observadas no grupo de controle podem ou não ser atribuídas à dieta empregada ouse refletem características individuais de algumas pessoas.Um efeito adicional foi o decréscimo significativamente mais rápido no colesterol durante o primeiro mês no grupo de teste(gráfico 7). Embora este decréscimo também tenha ocorrido no grupo de controle nos meses seguintes, a observação de que ouso adequado de integradores pode proporcionar um decréscimo relativamente mais rápido no colesterol, numa extensãoaceitável, pode ser de relevância clínica e pode ter aplicações interessantes em casos onde o uso de drogas para reduzir osníveis de colesterol não é apropriado ou contra-indicado. Uma pergunta oportuna pode ser se estas mudanças deveriam ser consideradas mais relevantes para a eficácia e segurança.Isso ainda está em aberto para especulações, visto que existem apenas dados relativamente limitados sobre os efeitos das dietas de baixas calorias sobre o perfil bioquímico em pessoas subclínicas. No entanto, em vista do desbalanço intrínseco noconteúdo de micronutrientes, minerais, vitaminas e fibra nas dietas de baixas calorias, que foram compensados no grupo deteste pelo uso de um preparado patenteado, é possível que os efeitos bioquímicos favoráveis observados no grupo deteste possam ser atribuídos à restauração destes aspectos específicos do balanço nutricional. Isso também coincide com os resultados dosdados de segurança de laboratório. Em especial, o período de curso das mudanças de uratos, AST e ALT mostrou-se mais rápido em direção aos valores normais no grupo de teste comparados com o grupo de controle (gráfico 8). Esta evidência,embora estatisticamente significante, não poderia ser tomada como conclusão de que o preparado testado favorece a normalização da química clínica alterada. Antes, o efeito principal pode ser atribuído provavelmente à alimentação regular e ingestão controlada, em termos de quantidade geral e na distribuição de componentes nutricionais diferentes. Esta descobertatambém sustenta a hipótese de um efeito maior sobre o tecido adiposo comparado com a massa muscular no grupo de teste. De fato, os níveis elevados de urato no grupo de controle aos seis meses coincidem com níveis altos de creatinina aos trêsmeses, e a normalização da transaminase no grupo de teste coincide com uma menor carga metabólica para o fígadoassociado com uma proporção mais balanceada entre gluconeogênese e lipólise. Considerando estas mudanças, - cujo mecanismo exato ainda falta ser completamente investigado – está todavia claro que ouso prolongado do integrador alimentar selecionado, na forma e dosagem empregados neste estudo, não exerce influênciasnegativas sobre o perfil de lipídios, proteínas e glicídeos, ou sobre os perfis de hematologia e química clínica, como foi demonstrado pelos resultados experimentais.